terça-feira, 12 de janeiro de 2010

A ARTE DE PERFURAR ÁGUA

“Estão nos roubando”, vociferou o ladrão honesto, indignado.

A ingenuidade do eu caipira mineiro sendo ludibriado pelo malandro carioca já é folclórica, Porém, o auge do requinte de embromar foi conseguido recentemente quando a grande maioria dos estados brasileiros engoliu a figura fantasmagórica de mais dois, homônimos, “Produtores de Petróleo”, no mar.

Só com esta esperteza de se autobatizarem, abocanharam, por aí, cerca de 15% das participações nos lucros, Derrubada a paliçada, por que não forjar também a figura idêntica do “Município Produtor” com uns 6%? E já que chegamos aqui, perto do absurdo, porque não chupar o petróleo do pré-sal?

O epirerimetro dos campos petrolíferos não fica contido no mapa do território do Rio de Janeiro. Por que Estados Interioranos não são também donos do petróleo? Arbitraram unilateralmente que é devido a se situarem a uma distância maior.

Sempre ouvimos dizer que o Amazonas era o maior dos territórios brasileiros, como parece, podia ser comparado nos mapas. Agora, não sabemos mais, pois, se necessário e conveniente, podemos estender o do Rio de Janeiro para leste até a África. Afinal o Gonduana era assim.

Se houvesse uma intrusão de qualquer força agressora externa, mesmo que fosse à Praia de Copacabana, não caberia ao Rio de Janeiro rechaçá-la, mas à República Federativa do Brasil, Assim, qualquer valor achado na plataforma Continental ou em Alto-Mar, pertence a quem tem a incumbência de tomar conta e não a um estado brasileiro, só por ser litorâneo.

O subsolo e, incontestavelmente, o sub-água são da União. Rio de Janeiro e Espírito Santo produzem tanto petróleo quanto Minas, Goiás, os Andes: Reservatório sequinho.

Uma cláusula constante nas relações justas em qualquer empreendimento societário é a partilha das rendas e a proporcional responsabilidade solidária nos casos de desastres e despesas previstas, incluindo as de proteção física dos bens. É óbvio que, se alguma das partes não se habilita perfeitamente ao contrato, pelo menos não se apresentando como legítimo proprietário do território envolvido, não pode reivindicar somente lucros, A União não pode arcar sozinha com adversidades casuísticas, mas algumas inevitáveis. Já houve caso em que incêndio e agitações do mar consumiram uma unidade produtora completa.

Anteriormente, apenas Alagoas, Sergipe, Bahia e Amazonas seriam chamados de estados Produtores de Petróleo com justeza. De agora em diante, os demais Estados Brasileiros se agruparão, na condição de sócios paritários.

Se o Amazonas, Alagoas, Sergipe, Minas etc. vierem a produzir sais, gás, petróleo, dentro do envoltório geográfico reconhecido como mapa do IBGE, eles poderão reivindicar o título de Estados Produtores Disso. Como tal, merece receber compensações por causa dos danos inerentes causados pela atividade mineradora, ocupação das superfícies de servidões etc., embora não sejam donos do subsolo.

Todo humilde cidadão consciente tem, sempre , comedimento ao se comunicar. Não sai disparando ignomínias, incluindo a de roubo. A leviandade empregada pelo governador do Rio, desonra tão nobre titulo e usurpa competência de juiz já proferindo sentença. Parece que caberia melhor o nojento ditado: “Ladrão que rouba ladrão... tem 100 anos de perdão”. Pelo menos, quem sabe, poderia se habilitar ao que está depois das reticências.

O senhor Sérgio Cabral descobriu o Brasil e o deixou assim.

Sem continência verbal, ou melhor, com destemperada verborréia nos acusou de roubo, pela televisão. Até aqui, dizíamos que ele tinha arroubos, pretensões demais ou, quando muito, admirávamos sua esperteza. Não arrolou argumentos, enrolou capiaus.

Nada mais vantajoso do que ser amigo do rei. Êste se comprometeu a apoiar a cobiça dos Estados Litorâneos de abocanhar adicionais aos já injustos 25% dos roialtes, assim renegando sua naturalidade em um estado que não deveria repassar benesses a outros mais ricos.

A divisão equânime dos produtos se fará com um quociente de 190.000.000 de brasileiros, algarismo que deve ser recalculado para os vivos.

Sou Mané, È fácil me convencer que privilegiar a economia de maior renda per capita do Brasil é ajudar os mais pobres e acreditarei que se trata de boa prática política de desconcentração de renda e promove a integração nacional.

Amamos o Rio de Janeiro, Orgulhamo-nos dele. Torcemos pelo sucesso das Olimpíadas, por sua paz e felicidade, pelos benefícios que merece com a montagem da estrutura produtora dos hidrocarbonetos. Mas não sejamos mulher de bandido.

O senhor Lula não está apenas consentindo; é participe da trama e faz cooptação para eleger presidente sucessor, negociando pedaço do seu reino por apoio eleitoral.

O mar é de todos os brasileiros, não é propriedade exclusiva do Rei, do Rio, nem do Espírito Santo.

Mensagem em Inglês.

Homenagem ao Club Atletico Mineiro.

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